Brincar

Em um espaço amplo e organizado, a brincadeira e o movimento são privilegiados pela Jacarandá. Além de momentos de brincadeira livre, nos quais as crianças podem explorar suas próprias capacidades com os diversos materiais, equipamentos e espaços oferecidos, também são resgatadas brincadeiras infantis tradicionais que envolvam a dança, a música e movimentos coordenados.

Tanto em sala de aula como nos espaços externos, são criados cantinhos de brincadeira, com tecidos, potes, bolas, bonecas, blocos de madeira e outros brinquedos e objetos, que convidam a criança para o faz de conta ou para os jogos e brincadeiras motoras.

As crianças pequenas, de até 2 anos, interagem pouco na brincadeira, mas imitam os adultos e imitam-se entre si, o que é um prenúncio de uma forma de brincar mais elaborada. É fundamental que tenham oportunidade de realizar brincadeiras com o próprio corpo, como por exemplo de esconder e achar, de fazer caretas em frente ao espelho, de se movimentar livremente, numa permanente pesquisa de si e dos objetos que a cercam.

No jogo simbólico a criança tem oportunidade de imitar situações observadas no dia a dia dos adultos e brincar do vir-a-ser, projetando o futuro, ensaiando papéis de mamãe, papai, filhinho, médico, jardineiro...

Os professores organizam um ambiente convidativo para que esse jogo aconteça.  As crianças podem brincar livremente, sob o olhar atento deles, em uma rica interação com os colegas. O papel dos professores é mediar a interação das crianças, facilitando a troca, a comunicação e a negociação no uso dos brinquedos e na distribuição de papéis.

Brincadeiras tradicionais como Corre Cotia, Batata Quente ou Amarelinha, bem como a organização de um baile de Carnaval ou um ensaio para danças juninas, apresentam às crianças o rico universo da cultura popular e lhes permitem experimentar situações nas quais algumas regras e determinadas posturas são desenvolvidas de forma significativa e coletiva.