Iniciamos uma campanha interna de prevenção da dengue e queremos mobilizar também os vizinhos e a comunidade da escola no combate ao mosquito transmissor da doença.

  Estamos localizados numa região onde já foram detectados focos de dengue e, devido à alta concentração de pessoas e jardins, percebemos a presença constante de pernilongos. As campanhas veiculadas pela mídia muitas vezes parecem distantes da nossa realidade e endereçadas a pessoas que "não somos nós". No entanto, encontramos um mosquito praticamente idêntico ao Aedes aegypti aqui na escola, o que nos levou a intensificar os cuidados e iniciar nossa própria campanha. O mosquito foi levado para análise, porém não vamos esperar o resultado, visto que demora cerca de 20 dias! Vamos arregaçar as mangas já e convidamos vocês a fazer o mesmo!

A escola já está realizando os seguintes procedimentos:

- guardar diariamente em local coberto os pneus e brinquedos da areia, bem como qualquer recipiente que possa juntar água;

- ao encontrar qualquer objeto com água parada (por exemplo, uma forminha de areia que ficou escondida no meio do jardim, ou a lona que recobre a areia), é feita uma lavagem com água, sabão e buchinha ou escova, para retirar possíveis ovos de inseto;

- o viveiro das tartarugas, embora possua água considerada "suja" e, portanto, não utilizada pelo Aedes para sua desova, está sendo lavado a cada dois dias, tempo insuficiente para a eventual reprodução do mosquito;

- nossa caixa d'água está devidamente limpa e tampada;

- os ralos externos são higienizados com escovação, detergente e cloro;

- borrifaremos à noite, na área externa, inseticida comum ou solução clorada, na tentativa de diminuir a população de mosquitos;

- estamos entrando em contato com nossos vizinhos, pedindo a colaboração de todos e divulgando as informações disponíveis - já denunciamos que a casa vizinha está sem manutenção há várias semanas, pedindo que seja feita uma fiscalização.


  Não julgamos que a situação da escola seja diferente da maioria das casas e residências de São Paulo com relação ao risco de contrair dengue, porém como as crianças menores de 5 anos são mais suscetíveis, estamos tomando todos os cuidados necessários em dobro! Se verificarmos um aumento de mosquitos do tipo Aedes, ou se formos notificados de focos de dengue próximos à escola, poderemos ainda, durante o dia, usar em locais estratégicos velas de citronela ou incenso, que repelem naturalmente os mosquitos, além de orientar que as crianças usem repelente.

Tais medidas ainda não são indicadas pelas autoridades de saúde no nosso caso, mas cada família poderá conversar com seu médico a respeito.

  O médico da escola, dr. Luiz Fernando, explica que, assim como em outras viroses, é importante que a saúde global das crianças e adultos esteja preservada, para que, ocorrendo o contágio, o organismo consiga defender-se. Isso implica numa alimentação saudável (variada, equilibrada, com alimentos naturais), ingestão de líquidos (principalmente água), ritmo de atividades balanceado, boas noites de sono... Para crianças com baixa resistência ou em situações de risco pode haver a indicação de medicamentos auxiliares.
Fale com seus vizinhos, divulgue no condomínio, nos locais de trabalho, denuncie na Regional locais que podem ter focos, envie para a escola outras informações importantes... Enfim, vamos trabalhar juntos para impedir que o número de casos de dengue aumente diariamente !